Não é incomum microempresários se depararem com uma série de conceitos ao iniciarem seus negócios. É lucratividade, rentabilidade, ponto de equilíbrio, fluxo de caixa, enfim, uma infinidade de termos que podem “aparentemente” não ter tanta importância, mas que no processo de tomada de decisão fazem toda a diferença.

Imagine você ter que decidir sobre um investimento e não saber o quanto de capital de giro seu negócio precisa ou quais as despesas e receitas de clientes necessárias para cobrir os custos do dia a dia. Difícil, não?

Se você é microempresário e quer entender melhor o que significam os principais termos que rondam o dia a dia do seu negócio, selecionamos alguns conceitos básicos que você deve conhecer. Confira!

1. Gastos fixos

Gasto fixo é aquele valor que não sofre variação, ou seja, é um valor constante durante o mês, influenciado pelo volume de produção. Vale destacar que os gastos fixos, também conhecidos como gastos de estrutura, podem sofrer modificação.

Um bom exemplo é o clássico valor do aluguel que, apesar de pertencer ao grupo dos gastos fixos, pode sofrer determinados reajustes. São também classificados como gastos fixos os serviços de limpeza, manutenção, telefonia, entre outros.

2. Custos variáveis

Os custos variáveis, por sua vez, estão diretamente atrelados ao processo produtivo da empresa e, por isso, sofrem modificações de um período para o outro.

Um bom exemplo para os custos variáveis vem das matérias-primas: quanto mais a empresa produz, maior é o gasto com suprimentos e demais itens envolvidos no processo produtivo. Outros exemplos de custos fixos são aqueles atrelados à mão-de-obra, comissões e fretes de venda e insumos.

3. Ponto de equilíbrio

Ponto de equilíbrio é o valor mínimo de vendas que deve ser atingido para cobrir todos os custos e despesas fixas e variáveis do negócio, ou seja, é o resultado zero. Ao calcular o ponto de equilíbrio da empresa, o microempresário passa a ter o valor exato do montante de receita que ele precisará atingir para cobrir o total de custos incorridos na produção e comercialização de seus produtos e serviços.

4. Rentabilidade

A rentabilidade está relacionada ao investimento inicial e ao quanto de retorno é capaz de gerar para o negócio. Se o investimento apresenta uma baixa rentabilidade, isso significa que o investimento não é uma boa opção para a empresa. No caso da rentabilidade alta, então é um investimento capaz de efetivamente trazer bons retornos para o negócio.

Vale destacar que, caso a rentabilidade seja negativa, o investimento é prejudicial para o empreendimento.

5. Lucratividade

A lucratividade é uma medida que indica o quanto um negócio ganhou em relação às suas receitas. Por exemplo, quando a empresa vende um produto ou presta um serviço, o preço que é cobrado pela venda não retorna integralmente ao negócio, uma vez que existem outros custos envolvidos no processo de fabricação.

6. Prazo de Retorno do Investimento (PRI)

É um importante indicador utilizado por microempresários para conhecer o tempo necessário que leva para o negócio recuperar o valor investido. Por exemplo, digamos que o PRI  de uma empresa foi de 3 anos. Isso significa que três anos é o tempo, após o início das atividades, para que o microempresário recupere o que investiu na empresa sob a forma de lucro.

É fundamental ter conhecimento dos conceitos que rondam o universo empreendedor, pois possibilita que o microempresário possa destinar corretamente seus recursos e obter o máximo possível de retorno. Além disso, ter esse conhecimento possibilita uma gestão financeira mais precisa e concentrada no que realmente a empresa precisa.

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