O mundo dos negócios apresenta uma série de expressões peculiares. Entre os mais comuns conceitos para microempresários figuram, por exemplo, lucratividade, rentabilidade, ponto de equilíbrio e fluxo de caixa. É uma infinidade de termos que não aparentam muita importância, mas impactam bastante na tomada de decisão.

Imagine você precisar decidir sobre um investimento e não saber de quanto capital de giro o negócio necessita. As despesas e receitas de clientes para cobrir os custos do dia a dia também costumam gerar preocupações, pois devem ser planejadas com atenção. Difícil, não?

Se você é microempresário e quer entender melhor o que significam os principais termos que fazem parte do dia a dia do seu negócio, continue por aqui. Selecionamos dez conceitos básicos que você não pode deixar de conhecer. Confira!

1. Gastos fixos

Gasto fixo é aquele valor que não sofre variação, ou seja, apresenta constância durante o mês, sempre influenciado pelo volume de produção. Vale destacar que os gastos fixos, também conhecidos como gastos de estrutura, podem sofrer modificação a qualquer momento.

Um bom exemplo é o clássico valor do aluguel, que apesar de pertencer ao grupo dos gastos fixos pode passar por determinados reajustes. São também classificados como gastos fixos os serviços de limpeza, manutenção, telefonia, entre outros.

2. Custos variáveis

Os custos variáveis, por sua vez, estão diretamente atrelados ao processo produtivo da empresa e, por isso, sofrem modificações de um período para o outro.

Um bom exemplo para os custos variáveis vem das matérias-primas: quanto mais a empresa produz, maior é o gasto com suprimentos e demais itens envolvidos no processo produtivo. Outros exemplos de custos fixos são aqueles atrelados à mão-de-obra, comissões e fretes de venda e insumos.

3. Ponto de equilíbrio

Ponto de equilíbrio é o valor mínimo de vendas que deve ser atingido para cobrir todos os custos e despesas fixas e variáveis do negócio. Em outras palavras, trata-se do resultado zero.

Ao calcular o ponto de equilíbrio da empresa, o microempresário passa a ter o valor exato do montante de receita necessário para cobrir a íntegra de custos incorridos na produção e comercialização dos produtos e serviços.

4. Rentabilidade

A rentabilidade está relacionada ao investimento inicial e a quanto de retorno é capaz de gerar para o negócio. Se o investimento apresenta uma baixa rentabilidade, isso significa que o investimento não é uma boa opção para a empresa.

No caso da rentabilidade alta, a alternativa tem capacidade de efetivamente trazer bons retornos para o negócio. Vale destacar que, caso a resposta seja negativa, o investimento é prejudicial para o empreendimento.

5. Lucratividade

lucratividade consiste em uma medida que indica quanto um negócio ganhou em relação às suas receitas.

Por exemplo, quando a empresa vende um produto ou presta um serviço, o preço que é cobrado pela venda não retorna integralmente ao negócio, uma vez que existem outros custos envolvidos no processo de fabricação.

6. Prazo de Retorno do Investimento (PRI)

Tratamos, aqui, de um importante indicador. O PRI costuma ser utilizado por microempresários com o intuito de descobrir o tempo necessário para o negócio recuperar o montante investido.

Digamos que o PRI de uma empresa foi de três anos, por exemplo. Isso significa que três anos é o tempo, após o início das atividades, para que o microempresário recupere o que investiu na empresa sob a forma de lucro.

7. Investimento

No ramo da economia, a expressão investimento é utilizada para se referir à aplicação de um determinado capital com o expectativa de ter ganhos futuros com o mesmo.

Existem subcategorias de investimentos, entre elas o investimento produtivo, bruto e líquido. O investimento produtivo ocorre quando a taxa de lucro sobre o capital aplicado é igual à taxa de juros ou superior ao montante investido inicialmente.

Já o investimento bruto, por sua vez, está ligado aos gastos realizados com bens de capital, como máquinas e equipamentos, e com a formação de estoque que permite a execução das atividades do dia a dia.

O investimento líquido, por outro lado, é aquele que exclui as despesas com manutenção, depreciação e reposição. Ele tem relação com a ampliação da capacidade produtiva de um negócio, por isso é importante para medir o crescimento da empresa e da economia de forma geral.

É vital ter em mente que o termo investimento não se confunde com a expressão investimentos financeiros. A segunda se refere a uma área específica, voltada para finanças pessoais e aquisição de produtos financeiros como ações, poupanças e certificados de depósito bancário, por exemplo.

8. Indústria 4.0

A Indústria 4.0 é um conceito que vem sendo bastante empregado nos últimos anos. A expressão está relacionada às mudanças e inovações tecnológicas nas áreas de automação e tecnologia aplicadas ao processo industrial e empresarial.

A partir do uso das soluções modernas, os protocolos de produção das corporações ganham cada vez mais eficiência, dinamismo, autonomia e customização, refletindo a Indústria 4.0.

9. Fluxo de caixa

O fluxo de caixa consiste em uma ferramenta utilizada pelos gestores para o controle da movimentação financeira de entradas e saídas de recursos do negócio. Ele deve ser feito de maneira contínua e completa, pois ajuda a coletar informações sobre a saúde financeira do empreendimento.

Desta forma, o controle do fluxo de caixa é quase uma obrigação. Afinal de contas, ele ajuda a delimitar com exatidão o valor a pagar com os compromissos assumidas, os valores a receber e os saldos disponíveis diariamente no caixa da companhia.

10. Planejamento estratégico

O planejamento estratégico é um processo gerencial que auxilia os gestores a pensar na organização empresarial com foco em soluções a médio e longo prazo.

Nele, os microempresários formulam objetivos para o negócio, elencando ações e programas com o propósito de atingir resultados que impliquem no crescimento corporativo. O planejamento pode ser aplicado em diferentes níveis de negócio e em empresas de portes variados.

No planejamento, os gestores definem o processo de elaboração da estratégia, a relação entre organização, mercado e concorrência e os objetivos traçados para atingir os resultados esperados com relação ao futuro da organização.

É fundamental ter conhecimento dos conceitos para microempresários que rondam o universo empreendedor. Assim, o dono do negócio é capaz de destinar corretamente seus recursos e obter o máximo possível de retorno.

Além disso, isso possibilita uma gestão financeira mais adequada e concentrada no a empresa de fato precisa. Sabemos que hoje uma administração eficaz e apoiada no conhecimento técnico de profissionais da área contribui significativamente para o desenvolvimento saudável do negócio.

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